General Optical tem novo CEO

terça-feira, 28 de abril de 2009

Jack Chen, acionista do grupo passa a exercer a função de CEO da GO-General Optical em substituição a Ronaldo Pereira Junior. Tom Lyra, Diretor Executivo de Relacionamento, será o representante da GO junto ao mercado e porta voz da empresa.

Criada em 2003 na área de inteligência de marketing com uma estratégia até então pouco praticada no País - o licenciamento de marcas utilizando personalidades brasileiras da moda e do entretenimento para grifes de óculos -, a empresa construiu um portfólio com marcas poderosas. Além das coleções de óculos de sol e receituário Ana Hickmann Eyewear, Cartier e Mercedes-Benz, exibe atualmente as grifes Fause Haten, Gianfranco Ferrè, Speedo, At!tude by Wanessa Camargo e Bulget by Edson Celulari.

Visão: país ignora efeitos nocivos do sol

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A advogada aposentada Elizabeth Mena, de 60 anos, usa óculos escuros com lentes de grau devido a três problemas de visão: miopia, hipermetropia e presbiopia, também conhecida como vista cansada. Não é só. Todas as lentes são protegidas contra a radiação ultravioleta (UV). "Eu me preocupo com a visão, porque é ela que me permite ler, costurar, dirigir, passear, enfim, ter uma vida ativa", diz.
Elizabeth é um caso raro no país. Uma pesquisa feita pelo Ibope por encomenda da empresa de lentes Transitions mostra que, enquanto 88% dos brasileiros sabem que o sol é capaz de causar câncer de pele, apenas 6% têm consciência do mal que ele pode fazer à visão.

"A radiação faz muito mal aos olhos, mais até do que à pele, porque há danos capazes de comprometer definitivamente a qualidade de vida", afirma o oftalmologista Newton Kara José Jr., professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e chefe do setor de catarata do Hospital das Clínicas. São quatro os males derivados da exposição ao sol: o pterígio, a fotoceratite, a catarata e a degeneração da mácula da retina. Entenda cada um desses males.

Só a degeneração da mácula da retina atinge 50 milhões de pessoas no mundo, de acordo com dados do National Eye Institute, dos Estados Unidos. No Brasil, são 1,2 milhão de vítimas, segundo o oftalmologia Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier. "A estrutura mais afetada é a retina", diz Kara. "Ela passa por um processo natural de desgaste, que é agravado pela ação solar." Num mundo em que a camada de ozônio diminui e a expectativa de vida aumenta, lembram os médicos, os males da visão despertados pelo sol tendem a ser mais frequentes.

Remédio - Para evitar que o desgaste natural da visão seja acelerado pelo sol - levando a uma cirurgia, no caso da catarata, ou à cegueira irreversível, se ocorrer a degeneração macular -, a solução é a prevenção. "É preciso usar óculos, mas não de qualquer tipo: não basta ter lentes escuras e ser comprado em loja, é preciso ter filtro ultravioleta de procedência confiável", diz Kara. "Temos que adotar o filtro em todos os óculos, não apenas no solar", reforça Queiroz Neto.

Sem o filtro ultravioleta, os óculos escuros podem ser até prejudiciais aos olhos. "No escuro, a pupila se expande para a gente enxergar melhor. Tudo leva a crer que, sem proteção contra raios UV, a lente escura pode proporcionar uma maior penetração do sol na pupila."

Desistir dos óculos escuros não é uma alternativa. Além de aliados contra a fotossensibilidade, a intolerância à luz, eles servem de escudo à pálpebra. Esquecida por muitos usuários de filtro solar para a pele, a área não é mais imune ao câncer do que o resto do corpo. De acordo com Queiroz Neto, os melhores óculos escuros são os das cores cinza, esverdeada e marrom leve. O tipo de material usado - vidro ou acrílico - não influi na qualidade da lente. Outra dica para proteger a visão é usar chapéu ou boné com aba para frente, uma forma de diminuir a incidência solar sobre os olhos.

Cuidado com óculos inadequados

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Modernos ou clássicos, pequenos ou grandes, de todas e cores e preços. Os óculos estão à venda das lojas aos camelôs e conquistam clientes de todas as idades, principalmente, durante a quente estação do verão. O que muita gente não sabe é que o uso de óculos sem a proteção adequada contra os raios ultravioletas (UV), ao invés de minimizar, potencializa os riscos de doenças. O uso inadequado, ou a falta desse acessório, provoca prejuízos – imediatos e cumulativos – que podem levar, inclusive, à diminuição da visão.

Para evitar as doenças oculares só tem uma saída: se proteger. Mas isso não significa apenas escolher os óculos mais escuros ou mais caros. É preciso usar lentes de qualidade. Isso porque, quando se coloca um par de óculos escuros, devido à diminuição da luminosidade, a pupila dilata, aumentando a absorção de raios ultravioletas. Daí a importância das lentes estarem prontas para “filtrar” esses raios.

“Os bons óculos escuros devem bloquear entre 99-100% as radiações UV-A e UV-B, além de ter lentes capazes de filtrar entre 75-90% da luz visível”, orienta o oftalmologista Alexandre Bezerra. Os testes podem ser feitos gratuitamente em algumas óticas, ou nas clínicas de oftalmologia. O profissional lembra, ainda, que os óculos de grau e as lentes de contato também devem ter proteção UV.

A exposição aguda ao sol, por um curto período de tempo, segundo o oftalmologista, pode causar uma queimadura (ceratite) na superfície ocular, de modo equivalente ao que ocorre na pele. O resultado é ardor nos olhos, lacrimejamento, fotofobia, vermelhidão e sensação de areia nos olhos, sintomas que podem aparecer de seis a dez horas após a exposição ao sol.

Mas nem todos os sintomas aparecem imediatamente. A exposição cumulativa também leva a problemas ainda mais sérios como pterígio (surgimento de tecido carnoso), opacidades do cristalino (catarata), lesões degenerativas na retina (degeneração macular relacionada com a idade) e até câncer de pálpebra.

Os riscos, portanto, estão para todas as idades, de modo que os cuidados devem ser tomados desde a infância. Sabendo disso, a artista plástica Maria das Graças Bezerra se preocupou em adquirir óculos escuros adequados para o filho de apenas 6 anos. “Levei os óculos para o oftalmologista conferir se tinha a proteção assegurada na etiqueta. A dificuldade agora é convencer meu filho de que óculos não são brinquedos e devem ser usados sempre”, afirmou.

Outra orientação é que os óculos escuros não sejam lembrados apenas como acessório típico do verão. Devem ser usados em todas as estações do ano. Isso porque, por mais que varie a intensidade, a radiação ultravioleta está sempre presente, quer seja do tipo UV-A, que chega mais intensamente à superfície terrestre por ter um comprimento de onda maior (320 a 400nm), quer seja dos raios UV-B (286 a 320nm).

Índice de radiação UV é alto
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o índice UV na capital potiguar está na faixa considerada “muito alta” (8 a 10), na escala de 0 a 16. Mesmo com o tempo nublado, esse índice aqui é superior a 6, o que é considerado “alto”. O Índice UV é uma medida da intensidade da radiação ultravioleta do sol incidente sobre a superfície da terra. Segundo o chefe do Laboratório de Variáveis do Inpe, o engenheiro mestre em termociência Francisco Raimundo da Silva, essa incidência ainda é “potencializada” por outros fatores.

No caso de Natal, a incidência se torna mais perigosa devido à posição geográfica próxima à linha do Equador, à pouca cobertura de árvores e de nuvens (que “filtram” os raios), além da extensa faixa de mar e areia do litoral, que refletem ainda mais os raios UV. “Por isso, não basta ficar embaixo de uma sombra. Existem os reflexos difusos também. Daí a necessidade de usar protetor solar, óculos, chapéu”, alertou Silva.

O engenheiro apontou ainda, como agravante, o fato de Natal viver cerca de 220 dias de céu claro e “ter praticamente dois verões”. “A incidência é muito alta de dezembro a março e de agosto a dezembro, principalmente no outono”, assegurou. Sobre isso, alertou para a importância da população estar sempre informada sobre esses indicadores, inclusive para escolher melhor horário e tempo de exposição ao sol.

Solmáforo
Segundo Raimundo Silva, o INPE pretende apresentar uma proposta junto ao poder público para implantação de indicadores da radiação solar nas ruas da cidade. “Assim como tem os semáforos, devem ter os ‘solmáforos’. Isso já existe em outros países onde os riscos são muito menores. Esse problema é também dos governos, afinal são muitas doenças causadas pelo sol”. Os índices de radiação solar já podem ser acompanhados em tempo real no site do Inpe. O endereço é: www.inpe.br

Inmetro não fiscaliza os óculos
Os óculos comercializados no Brasil não são fiscalizados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) porque não existe uma norma brasileira específica para óculos de sol. Com base em normas estrangeiras o Inmetro chegou a realizar um estudo desses produtos, mas apenas no ano de 1997. Segundo o relatório disponível no site do Inmetro, todas as 13 marcas pesquisadas (sendo cinco amostras de cada) “apresentaram não conformidade em pelo menos um ensaio”.

No estudo, foram analisados três aspectos diferentes: Risco de Incêndio (das lentes e da armação), Características Ópticas (se as lentes possuem grau, se permitem a boa distinção das cores, se não se alteram com exposição ao calor) e Detalhes Construtivos (se tem estabilidade, resistência ao impacto). Mas como os consumidores não têm acesso a todos esses testes, a orientação é que verifique, pelo menos, o índice de proteção UV, levando o produto para análise de um oftamolmologista.

Caso o produto não atenda às especificações divulgadas, o cliente pode buscar seus direitos junto aos órgãos de defesa do consumidor. Os órgãos estão capacitados a dar orientação adequada para cada caso.

“O fato de não existir uma norma de regulamentação não exime o fornecedor de cumprir com as características estabelecidas no produto. Está previsto no Código de Defesa do Consumidor e todos devem estar atentos para poder exigir seus direitos e fazer cumprir as leis”, assegurou o coordenador de fiscalização do Procon Estadual, Afonso Marques.

Óculos também são objeto de luxo
Apesar dos óculos de sol serem produto básico de proteção - tão indispensável quanto o filtro solar é para o corpo - esse acessório também é símbolo de charme, moda e desejo, principalmente do universo feminino. Prova disso, é que as grifes mais famosas oferecem produtos de até R$ 4mil: com direito a designer de última tendência e armação banhada a ouro.

“Muitas marcas são associadas aos seus estilistas. É uma questão de desejo. Se a pessoa não pode ter um vestido de R$30 mil daquela marca, compra óculos de R$ 4 mil”, justificou a gerente de uma tradicional ótica de Natal, Josiane Derquin. Apesar de - para muitos – parecer uma realidade distante, a gerente assegurou que grande parte dos clientes está mesmo antenada nas tendências da moda. “As pessoas procuram muito por peças novas, às vezes já dentro de determinadas grifes”, afirmou.

A média de preço de “óculos com o mínimo de qualidade” variou de R$ 99,00 a R$ 250,00. Em algumas lojas especializadas nesse segmento de óculos escuros, é possível encontrar produtos a partir de R$ 80,00, chegando ao preço máximo de R$ 200,00. Já nas grandes magazines, que também comerciam esses produtos, os preços variam de R$ 29,00 às R$ 59,00 – com 100% de proteção UV, segundo consta na etiqueta de especificação do produto

Óculos escuros ajudam a evitar problemas de visão

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Os óculos escuros são grandes aliados para a saúde dos olhos no verão. Além de causar lesões na pele, os raios ultravioleta podem favorecer problemas de visão.

Por conta disso, o hábito de proteger os olhos deve ser intensificado no verão - mas perdurar por todo o ano, até mesmo nos dias nublados. "Algumas doenças, como a catarata e o pterígio (uma pelinha saliente no olho), aparecem se houver predisposição, além da exposição solar. O melhor é prevenir, e a única forma são os óculos", alerta o oftalmologista Flávio Dualib, do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.

O primeiro cuidado é na escolha do acessório. A loja tem de ser confiável, para evitar o risco de comprar óculos sem o filtro contra raios ultravioletas. "É pior que não usar óculos, porque o dano é ainda maior. Com menos luz, a pupila fica mais dilatada e os raios ultravioleta entram ainda mais", explica o médico.

No verão, os olhos ficam mais expostos a irritações e doenças, como a conjuntivite - inflamação da conjuntiva, membrana que reveste o olho. A doença provoca vermelhidão e lacrimejos, pode ocorrer em um ou nos dois olhos e durar de uma a três semanas. O melhor é resistir à tentação de pingar o primeiro colírio que vir pela frente na tentativa de aliviar os sintomas - o remédio errado pode piorar a situação. "O certo é ir ao médico. Quanto mais rápido se trata, menos (tempo a doença) dura. Em casa, não se deve fazer nada além de compressas com soro fisiológico gelado", aconselha o oftalmologista Ricardo Uras, da Unifesp.

Usuários de lente de contato têm maior predisposição à conjuntivite. Uma forma de minimizar o risco, segundo a oftalmologista Fernanda Takay, do Instituto de Moléstias Oculares, é usar lentes de uso único, descartadas ao fim do dia. Quem não dispensa maquiagem deve usar produtos na validade para evitar alergias oculares. Lápis e rímel devem ser testados oftalmologicamente. Cremes e filtro solar devem não devem ser aplicados ao redor dos olhos, na região entre as pálpebras, orienta a médica.

Quem pratica esportes na praia deve preferir óculos com lentes de policarbonato, que não quebram, e usar boné ou chapéu. E nada de assoprar se entrar areia ou um cisco no olho, pois pode arranhar a córnea. "Costuma sair depois de piscar. Pode também lavar com soro, mas se não sair, tem de ir ao médico", diz Fernanda.