Mais perigoso à hora de almoço
O índice dos raios ultravioleta (UV) é hoje "muito alto" nos distritos de Évora, Lisboa, Penhas Douradas, Sines e Funchal, segundo o Instituto de Meteorologia (IM), que aconselha alguns cuidados na exposição ao sol. Nos distritos de Portugal continental, deverá haver atenção no período entre as 12:00 e as 15:00, e no Funchal entre as 12:00 e as 16:00.
Este período de horas corresponde à altura do dia em que o índice é igual ou superior a seis, valor integrado no nível "alto", de uma escala que varia entre o "baixo" e o "extremo". Nos distritos que apresentam um nível "muito alto", o IM aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol, protector solar e ainda que se evite a exposição das crianças ao Sol.
O índice UV será "alto" nos distritos de Bragança, Coimbra, Faro, Viana do Castelo e Santa Cruz. Neste caso, o IM aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt e protector solar.
O índice ultravioleta varia entre o "Baixo" e o "Extremo", passando pelo nível "Moderado", "Alto" e "Muito Alto". De acordo com a informação disponível no "site" do IM na Internet, "a parte ultravioleta do espectro solar (UV) desempenha um papel determinante em muitos processos na biosfera, possuindo muitos efeitos benéficos, podendo no entanto causar graves prejuízos para a saúde se o nível de UV exceder os limites de 'segurança'".
"Se a quantidade de radiação ultravioleta exceder os limites a partir dos quais os mecanismos de defesa, inerentes a cada espécie, se tornam ineficazes, poderão ser causados graves danos a nível biológico, facto que também se aplica ao organismo humano e em particular aos órgãos da pele e da visão", explica o IM.
Para que sejam "evitadas lesões, agudas e crónicas, resultantes da exposição a elevadas níveis de UV, as pessoas deverão limitar a sua exposição à radiação solar adoptando medidas de protecção" consoante a sensibilidade de cada um à mesma radiação solar, acrescenta o IM.
Índice de raios ultravioleta "muito alto" em Lisboa, Évora, Penhas Douradas, Sines e Funchal
segunda-feira, 4 de maio de 2009
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Só 6% dos brasileiros conhecem riscos do sol para visão, indica estudo
quinta-feira, 30 de abril de 2009
O brasileiro está atento aos riscos que a exposição ao sol sem proteção pode causar à pele. Mas a minoria, apenas 6%, sabe que também pode haver problemas futuros nos olhos, como catarata, irritações na córnea e lesões na retina.
Na região Sudeste, o número é ainda mais preocupante: apenas 5% dos entrevistados sabem desse risco. Os dados são da pesquisa Transitions/Ibope, divulgada este mês. Quem usa óculos de grau está mais bem informado: 36% dos usuários de lentes corretivas disseram saber dos efeitos nocivos do sol para os olhos.Para o chefe do setor de catarata do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o oftalmologista Newton Kara José Júnior, a pesquisa mostra que é preciso ter mais cuidado com a visão. “Assim como passamos protetor solar, precisamos proteger os olhos, pois o efeito da radiação solar é cumulativo.” Por isso, é importante começar a proteção o mais cedo possível. “Quando a criança sair do carrinho e começar a brincar, já deve começar a usar óculos e boné.”
Entre as doenças favorecidas pela exposição solar, a catarata - a maior causa de cegueira reversível - é uma das mais conhecidas e, para ela, há cirurgia. A mais preocupante, porém, é a degeneração macular, segundo o médico. A mácula (parte central da retina, que seria como o filme de uma máquina fotográfica) sofre com o passar do tempo e com a radiação solar e, com isso, vai perdendo a função visual. O combate se dá apenas com a prevenção, pois não há tratamento eficaz para o problema. Além dos prejuízos aos olhos, a radiação, segundo o médico, pode ocasionar problemas também à pálpebra, que é a pele mais sensível do corpo. Ela pode ser acometida por câncer de pele, por exemplo.
Para proteger os olhos, o “filtro solar” indispensável são os óculos. As lentes, sejam transparentes e de grau, sejam escuras, devem ter proteção ultravioleta. “Além de filtrar a radiação que possa ir para a mácula, o óculos vai proteger a córnea, a conjuntiva e a pálpebra”, afirma José Júnior. Os óculos sem proteção, no entanto, são um perigo: fazem com que a pupila dilate, entrando mais luz no olho, favorecendo ainda mais lesões.
Não dá para se descuidar nem nos dias nublados, em que também há radiação ultravioleta, lembra o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier. As lentes mais claras, em tons de cinza verde e lilás, também oferecem proteção. “A cor da lente interfere apenas no conforto”, diz. Quem usa óculos de grau deve se assegurar se as lentes têm proteção contra os raios UVA e UVB: estudo recente feito pelo oftalmologista com 223 pacientes com idades acima de 50 anos mostrou que 42% usavam lentes corretivas, mas 70% dos óculos não tinham proteção.
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Visão: país ignora efeitos nocivos do sol
quinta-feira, 23 de abril de 2009
A advogada aposentada Elizabeth Mena, de 60 anos, usa óculos escuros com lentes de grau devido a três problemas de visão: miopia, hipermetropia e presbiopia, também conhecida como vista cansada. Não é só. Todas as lentes são protegidas contra a radiação ultravioleta (UV). "Eu me preocupo com a visão, porque é ela que me permite ler, costurar, dirigir, passear, enfim, ter uma vida ativa", diz.
Elizabeth é um caso raro no país. Uma pesquisa feita pelo Ibope por encomenda da empresa de lentes Transitions mostra que, enquanto 88% dos brasileiros sabem que o sol é capaz de causar câncer de pele, apenas 6% têm consciência do mal que ele pode fazer à visão.
"A radiação faz muito mal aos olhos, mais até do que à pele, porque há danos capazes de comprometer definitivamente a qualidade de vida", afirma o oftalmologista Newton Kara José Jr., professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e chefe do setor de catarata do Hospital das Clínicas. São quatro os males derivados da exposição ao sol: o pterígio, a fotoceratite, a catarata e a degeneração da mácula da retina. Entenda cada um desses males.
Só a degeneração da mácula da retina atinge 50 milhões de pessoas no mundo, de acordo com dados do National Eye Institute, dos Estados Unidos. No Brasil, são 1,2 milhão de vítimas, segundo o oftalmologia Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier. "A estrutura mais afetada é a retina", diz Kara. "Ela passa por um processo natural de desgaste, que é agravado pela ação solar." Num mundo em que a camada de ozônio diminui e a expectativa de vida aumenta, lembram os médicos, os males da visão despertados pelo sol tendem a ser mais frequentes.
Remédio - Para evitar que o desgaste natural da visão seja acelerado pelo sol - levando a uma cirurgia, no caso da catarata, ou à cegueira irreversível, se ocorrer a degeneração macular -, a solução é a prevenção. "É preciso usar óculos, mas não de qualquer tipo: não basta ter lentes escuras e ser comprado em loja, é preciso ter filtro ultravioleta de procedência confiável", diz Kara. "Temos que adotar o filtro em todos os óculos, não apenas no solar", reforça Queiroz Neto.
Sem o filtro ultravioleta, os óculos escuros podem ser até prejudiciais aos olhos. "No escuro, a pupila se expande para a gente enxergar melhor. Tudo leva a crer que, sem proteção contra raios UV, a lente escura pode proporcionar uma maior penetração do sol na pupila."
Desistir dos óculos escuros não é uma alternativa. Além de aliados contra a fotossensibilidade, a intolerância à luz, eles servem de escudo à pálpebra. Esquecida por muitos usuários de filtro solar para a pele, a área não é mais imune ao câncer do que o resto do corpo. De acordo com Queiroz Neto, os melhores óculos escuros são os das cores cinza, esverdeada e marrom leve. O tipo de material usado - vidro ou acrílico - não influi na qualidade da lente. Outra dica para proteger a visão é usar chapéu ou boné com aba para frente, uma forma de diminuir a incidência solar sobre os olhos.
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Cuidado com óculos inadequados
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Modernos ou clássicos, pequenos ou grandes, de todas e cores e preços. Os óculos estão à venda das lojas aos camelôs e conquistam clientes de todas as idades, principalmente, durante a quente estação do verão. O que muita gente não sabe é que o uso de óculos sem a proteção adequada contra os raios ultravioletas (UV), ao invés de minimizar, potencializa os riscos de doenças. O uso inadequado, ou a falta desse acessório, provoca prejuízos – imediatos e cumulativos – que podem levar, inclusive, à diminuição da visão.
Para evitar as doenças oculares só tem uma saída: se proteger. Mas isso não significa apenas escolher os óculos mais escuros ou mais caros. É preciso usar lentes de qualidade. Isso porque, quando se coloca um par de óculos escuros, devido à diminuição da luminosidade, a pupila dilata, aumentando a absorção de raios ultravioletas. Daí a importância das lentes estarem prontas para “filtrar” esses raios.
“Os bons óculos escuros devem bloquear entre 99-100% as radiações UV-A e UV-B, além de ter lentes capazes de filtrar entre 75-90% da luz visível”, orienta o oftalmologista Alexandre Bezerra. Os testes podem ser feitos gratuitamente em algumas óticas, ou nas clínicas de oftalmologia. O profissional lembra, ainda, que os óculos de grau e as lentes de contato também devem ter proteção UV.
A exposição aguda ao sol, por um curto período de tempo, segundo o oftalmologista, pode causar uma queimadura (ceratite) na superfície ocular, de modo equivalente ao que ocorre na pele. O resultado é ardor nos olhos, lacrimejamento, fotofobia, vermelhidão e sensação de areia nos olhos, sintomas que podem aparecer de seis a dez horas após a exposição ao sol.
Mas nem todos os sintomas aparecem imediatamente. A exposição cumulativa também leva a problemas ainda mais sérios como pterígio (surgimento de tecido carnoso), opacidades do cristalino (catarata), lesões degenerativas na retina (degeneração macular relacionada com a idade) e até câncer de pálpebra.
Os riscos, portanto, estão para todas as idades, de modo que os cuidados devem ser tomados desde a infância. Sabendo disso, a artista plástica Maria das Graças Bezerra se preocupou em adquirir óculos escuros adequados para o filho de apenas 6 anos. “Levei os óculos para o oftalmologista conferir se tinha a proteção assegurada na etiqueta. A dificuldade agora é convencer meu filho de que óculos não são brinquedos e devem ser usados sempre”, afirmou.
Outra orientação é que os óculos escuros não sejam lembrados apenas como acessório típico do verão. Devem ser usados em todas as estações do ano. Isso porque, por mais que varie a intensidade, a radiação ultravioleta está sempre presente, quer seja do tipo UV-A, que chega mais intensamente à superfície terrestre por ter um comprimento de onda maior (320 a 400nm), quer seja dos raios UV-B (286 a 320nm).
Índice de radiação UV é alto
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o índice UV na capital potiguar está na faixa considerada “muito alta” (8 a 10), na escala de 0 a 16. Mesmo com o tempo nublado, esse índice aqui é superior a 6, o que é considerado “alto”. O Índice UV é uma medida da intensidade da radiação ultravioleta do sol incidente sobre a superfície da terra. Segundo o chefe do Laboratório de Variáveis do Inpe, o engenheiro mestre em termociência Francisco Raimundo da Silva, essa incidência ainda é “potencializada” por outros fatores.
No caso de Natal, a incidência se torna mais perigosa devido à posição geográfica próxima à linha do Equador, à pouca cobertura de árvores e de nuvens (que “filtram” os raios), além da extensa faixa de mar e areia do litoral, que refletem ainda mais os raios UV. “Por isso, não basta ficar embaixo de uma sombra. Existem os reflexos difusos também. Daí a necessidade de usar protetor solar, óculos, chapéu”, alertou Silva.
O engenheiro apontou ainda, como agravante, o fato de Natal viver cerca de 220 dias de céu claro e “ter praticamente dois verões”. “A incidência é muito alta de dezembro a março e de agosto a dezembro, principalmente no outono”, assegurou. Sobre isso, alertou para a importância da população estar sempre informada sobre esses indicadores, inclusive para escolher melhor horário e tempo de exposição ao sol.
Solmáforo
Segundo Raimundo Silva, o INPE pretende apresentar uma proposta junto ao poder público para implantação de indicadores da radiação solar nas ruas da cidade. “Assim como tem os semáforos, devem ter os ‘solmáforos’. Isso já existe em outros países onde os riscos são muito menores. Esse problema é também dos governos, afinal são muitas doenças causadas pelo sol”. Os índices de radiação solar já podem ser acompanhados em tempo real no site do Inpe. O endereço é: www.inpe.br
Inmetro não fiscaliza os óculos
Os óculos comercializados no Brasil não são fiscalizados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) porque não existe uma norma brasileira específica para óculos de sol. Com base em normas estrangeiras o Inmetro chegou a realizar um estudo desses produtos, mas apenas no ano de 1997. Segundo o relatório disponível no site do Inmetro, todas as 13 marcas pesquisadas (sendo cinco amostras de cada) “apresentaram não conformidade em pelo menos um ensaio”.
No estudo, foram analisados três aspectos diferentes: Risco de Incêndio (das lentes e da armação), Características Ópticas (se as lentes possuem grau, se permitem a boa distinção das cores, se não se alteram com exposição ao calor) e Detalhes Construtivos (se tem estabilidade, resistência ao impacto). Mas como os consumidores não têm acesso a todos esses testes, a orientação é que verifique, pelo menos, o índice de proteção UV, levando o produto para análise de um oftamolmologista.
Caso o produto não atenda às especificações divulgadas, o cliente pode buscar seus direitos junto aos órgãos de defesa do consumidor. Os órgãos estão capacitados a dar orientação adequada para cada caso.
“O fato de não existir uma norma de regulamentação não exime o fornecedor de cumprir com as características estabelecidas no produto. Está previsto no Código de Defesa do Consumidor e todos devem estar atentos para poder exigir seus direitos e fazer cumprir as leis”, assegurou o coordenador de fiscalização do Procon Estadual, Afonso Marques.
Óculos também são objeto de luxo
Apesar dos óculos de sol serem produto básico de proteção - tão indispensável quanto o filtro solar é para o corpo - esse acessório também é símbolo de charme, moda e desejo, principalmente do universo feminino. Prova disso, é que as grifes mais famosas oferecem produtos de até R$ 4mil: com direito a designer de última tendência e armação banhada a ouro.
“Muitas marcas são associadas aos seus estilistas. É uma questão de desejo. Se a pessoa não pode ter um vestido de R$30 mil daquela marca, compra óculos de R$ 4 mil”, justificou a gerente de uma tradicional ótica de Natal, Josiane Derquin. Apesar de - para muitos – parecer uma realidade distante, a gerente assegurou que grande parte dos clientes está mesmo antenada nas tendências da moda. “As pessoas procuram muito por peças novas, às vezes já dentro de determinadas grifes”, afirmou.
A média de preço de “óculos com o mínimo de qualidade” variou de R$ 99,00 a R$ 250,00. Em algumas lojas especializadas nesse segmento de óculos escuros, é possível encontrar produtos a partir de R$ 80,00, chegando ao preço máximo de R$ 200,00. Já nas grandes magazines, que também comerciam esses produtos, os preços variam de R$ 29,00 às R$ 59,00 – com 100% de proteção UV, segundo consta na etiqueta de especificação do produto
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Óculos escuros ajudam a evitar problemas de visão
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Os óculos escuros são grandes aliados para a saúde dos olhos no verão. Além de causar lesões na pele, os raios ultravioleta podem favorecer problemas de visão.
Por conta disso, o hábito de proteger os olhos deve ser intensificado no verão - mas perdurar por todo o ano, até mesmo nos dias nublados. "Algumas doenças, como a catarata e o pterígio (uma pelinha saliente no olho), aparecem se houver predisposição, além da exposição solar. O melhor é prevenir, e a única forma são os óculos", alerta o oftalmologista Flávio Dualib, do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.O primeiro cuidado é na escolha do acessório. A loja tem de ser confiável, para evitar o risco de comprar óculos sem o filtro contra raios ultravioletas. "É pior que não usar óculos, porque o dano é ainda maior. Com menos luz, a pupila fica mais dilatada e os raios ultravioleta entram ainda mais", explica o médico.
No verão, os olhos ficam mais expostos a irritações e doenças, como a conjuntivite - inflamação da conjuntiva, membrana que reveste o olho. A doença provoca vermelhidão e lacrimejos, pode ocorrer em um ou nos dois olhos e durar de uma a três semanas. O melhor é resistir à tentação de pingar o primeiro colírio que vir pela frente na tentativa de aliviar os sintomas - o remédio errado pode piorar a situação. "O certo é ir ao médico. Quanto mais rápido se trata, menos (tempo a doença) dura. Em casa, não se deve fazer nada além de compressas com soro fisiológico gelado", aconselha o oftalmologista Ricardo Uras, da Unifesp.
Usuários de lente de contato têm maior predisposição à conjuntivite. Uma forma de minimizar o risco, segundo a oftalmologista Fernanda Takay, do Instituto de Moléstias Oculares, é usar lentes de uso único, descartadas ao fim do dia. Quem não dispensa maquiagem deve usar produtos na validade para evitar alergias oculares. Lápis e rímel devem ser testados oftalmologicamente. Cremes e filtro solar devem não devem ser aplicados ao redor dos olhos, na região entre as pálpebras, orienta a médica.
Quem pratica esportes na praia deve preferir óculos com lentes de policarbonato, que não quebram, e usar boné ou chapéu. E nada de assoprar se entrar areia ou um cisco no olho, pois pode arranhar a córnea. "Costuma sair depois de piscar. Pode também lavar com soro, mas se não sair, tem de ir ao médico", diz Fernanda.
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Óculos escuros vão além de embelezar o visual
domingo, 25 de janeiro de 2009
Função principal é preservar os olhos dos raios solares
Aqueles óculos de sol superfashion, com uma armação linda e moderna, mas de procedência duvidosa, podem custar caro à saúde. É que os modelos vendidos fora de lojas e óticas especializadas não têm a garantia de proteção contra os raios ultravioleta. A atenção deve ser redobrada com as crianças, mais sensíveis, e que podem usar o acessório sem limite mínimo de idade para se proteger.
– A infância é o momento de desenvolvimento da função visual. Um prejuízo nesta época pode deixar lesões para o resto da vida. Os efeitos da radiação UV são cumulativos. Quanto mais cedo os olhos das crianças forem expostos aos raios UV, maiores serão os riscos com o passar dos anos. É aconselhável o uso de óculos escuros de boa qualidade durante todo o ano – alerta o oftalmologista Alex Camacho.
Os médicos dão o alerta: usar óculos sem proteção pode ser ainda pior do que não usar nada. Com as lentes escuras, a pupila fica mais dilatada e permite maior incidência dos raios nocivos do sol.
– Para oferecer uma proteção adequada, os óculos escuros devem bloquear 99% a 100% das radiações UVA e UVB, não distorcer imagens ou mudar as cores, ter lentes cinzas, verdes ou marrons e filtrar 75% a 90% da luz visível – recomenda o médico Camacho.
Todos estão sujeitos aos danos causados pela radiação solar. O risco aumenta na praia, no mar e nas montanhas, e é ainda maior entre 10h e 14h.
– Não afeta apenas quando a luz incide diretamente nos olhos, mas os raios refletidos também, como da superfície do mar, da areia ou do piso – alerta o também oftalmologista George Alfredo Tronca.
Os óculos escuros devem ter selo de proteção contra raios UV para garantir a proteção e prevenção de danos irreversíveis às estruturas internas dos olhos. Além disso, o oftalmologista Roberto Linhares lembra que o acessório proporciona uma sensação mais agradável quando estamos expostos à claridade.
– Diminui a fotofobia, o lacrimejamento e a ardência, queixas comuns nesta no verão –reforça Linhares
RISCOS
Não proteger os olhos dos raios solares pode provocar:
>> Alterações na retina ou no cristalino
>> Catarata
>> Degeneração precoce da mácula (parte central da retina)
>> Fotoceratite ou ceratite actínica ( irritação ou "queimadura" da córnea, que causa dor, lacrimejamento, fotofobia e sensação de areia nos olhos)
>> Pterígeo (crescimento irregular da pele sobre a córnea)
>> Câncer de pele nas pálpebras
>> Lesões degenerativas na retina
>> Se os óculos forem curvos, podem ocasionar alterações visuais, dor de cabeça e náuseas
PARA OS PEQUENOS
Toda criança deve usar a proteção. No mercado já existem armações para bebês, com lentes inquebráveis e hastes de silicone. Se não encontrar esses modelos, ou se os bebês não aceitarem os óculos, os oftalmologistas recomendam o uso de bonés ou chapéus de abas largas, o que já ajuda bastante. O oftalmologista George Alfredo Tronca avisa que, se tiver dúvidas quanto à proteção dos óculos, leve o acessório a uma ótica para ser medido por um espectrômetro. O aparelho vai indicar se a lente bloqueia ou não os raios ultravioleta.
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ÓCULOS DE SOL, BELEZA E PROTEÇÃO CONTRA OS RAIOS ULTRAVIOLETA
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Com a chegada do verão muitas pessoas estão curtindo as férias, mas é necessário não se descuidar da saúde. Além dos cuidados com a pele é imprescindível atentar-se quanto à exposição dos olhos ao sol, que devido aos raios ultravioletas podem sofrer danos graves e irreparáveis.
Para que o verão deixe somente boas lembranças a utilização dos óculos escuros é indispensável, no entanto é importante que tenham lentes de qualidade, que obrigatoriamente precisam ter a Proteção UV, uma película que protege os olhos filtrando os raios ultravioletas, raios estes que desencadeiam lesões como o pterígio, degeneração macular, catarata entre outros.
De acordo com o especialista ótico da a.Oculista, José Vieira, óculos escuros comercializados em locais não idôneos não garantem a proteção necessária para os olhos, apenas diminuem a intensidade do brilho da luz, fazendo com que a pessoa sinta conforto e apenas a impressão de proteção, mas na verdade o consumidor realiza um esforço maior para enxergar, dilatando as pupilas, e facilitando ainda mais a entrada desses raios nocivos. O especialista ainda completa: “É melhor não usar óculos nenhum a usar os que não tenham a proteção devida, pois a visão é um sentido primordial do corpo”.
É possível não prejudicar a saúde dos olhos e ainda seguir as tendências de moda atuais, para isso a.Oculista oferece uma infinidade de modelos, como Vintage, Retrô e até mesmo clássicos como é o caso do modelo Aviador, ícone dos anos 30/40, dentre outros. Entre as conhecidas marcas trabalhadas pela empresa estão Calvin Klein, Bvlgari, Versace, Diesel, Dior, Vogue, etc.
A a.Oculista atua no ramo de ótica desde 1925 oferecendo produtos personalizados para adultos e crianças, disponibilizando serviços com qualidade em armações, lentes e óculos de sol.
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Óculos Verão 2009: veja as tendências
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
“Usar óculos escuros não é apenas para entrar na moda, mas é uma necessidade para proteger os olhos dos raios solares. É recomendável usar durante todo o ano e não apenas nesta estação. Antes de comprar é importante pedir orientação de um profissional e optar pela qualidade do produto”, explica o oftalmologista Carlos Augusto Aragão. Em 2009, modelos de óculos que fizeram sucessos em décadas passadas estão de volta com uma repaginada. A extravagância está em alta, óculos maiores têm tudo a ver com a estação, além de combinar bem com o figurino, as lentes protegem os olhos da exposição ao sol. "Sem meus óculos me sinto nua, sempre uso independente do lugar ou horário, para o fim da tarde gosto de usar com de lentes degradê e durante o dia, com lentes mais escuras", garante a universitária Pamela Silveira. De acordo com o Portais da Moda, uma forte tendência em 2008 foi a dos Ray-Ban Wayfarers ainda não está pronto para sair de moda. Com os principais influenciadores moda, como Kate Moss que continua usando o seu, o vintage Wayfarers é uma tendência que prossigue em 2009. Tanto o clássico, de armação preta quanto os de armações coloridas estão presentes em 2009, que recebe uma novidade: as armações bicolores. O revival dos anos 70 já se prolonga a algum tempo, mas com os anos 80 perdendo um pouco o ânimo, o verão 2009 é a temporada em que essa década vai se sobressair. Naturalmente, inspirados nos anos 70, os óculos serão proeminentes entre as tendências para o verão 2009, e óculos grossos, com armações plásticas serão fundamentais! Essa tendência não será muito difícil para os seguidores da moda, que já aderiram ao Wayfarers em 2008. Essa tendência também serve para quem quer usar como óculos de grau, e não apenas óculos de sol, fazendo um estilo “bibliotecário”. Os óculos redondos, no estilo do “beatle” estão de volta! Trata-se de uma sub-tendência em relação aos óculos de armação grossa de plástico; nesse estilo, dê preferência a armação metálica. Essa tendência é apenas para mulheres, enquanto originalmente popularizado por John Lennon, o modelo era utilizado por homens. Os óculos estilo aviador, que já estão presentes há algumas temporadas ainda vão continuar em 2009. A vantagem desse modelo é que não sofre muitas alterações. Essa tendência se encaixa tanto para os homens quanto para as mulheres. Em 2009, as lentes degradê estão com tudo! Elas começam escuras na parte de cima e vão clareando ao chegar embaixo.
A estação mais quente do ano chegou com muito calor e cores.
É hora de curtir uma praia com os amigos, se proteger do sol usando protetor, usar roupas mais leves e coloridas, comer frutas, se hidratar com água de coco e refrescos, mas não pode se esquecer de cuidar bem dos olhos.
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Falta de proteção ocular é alarmante, diz estudo
O brasileiro ainda não se conscientizou de que é necessário proteger os olhos a radiação ultravioleta, UVA e UVB, pode originar sérios danos aos olhos e acaba expondo a visão a riscos.
Um levantamento realizado pelo oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto com 223 pacientes nos últimos 18 meses mostra que 8 em cada 10 dos entrevistados usa filtro solar na pele. Já quando o assunto é proteção dos olhos, dos pacientes que participaram do estudo 42% usavam óculos com lentes corretivas para miopia, hipermetropia ou astigmatismo, mas 70% dessas lentes não tem proteção UV.
O estudo também mostra que mais da metade, 57,6% desconhece os malefícios que a radiação UV pode causar os olhos. Não é por acaso, comenta o médico, que todo ano surgem 120 mil novos casos de catarata no País, muitos deles precocemente. Isso porque, a falta de proteção aumenta em 60% a chance de surgir a doença que representa mais de 50% dos casos de cegueira no mundo.
A catarata opacifica o cristalino, lente ocular que tem a função de focar as imagens na retina onde as mesagens visuais são enviadas ao cérebro. Pessoas com mais de 50 anos de idade, observa o médico, que passam a apresentar alteração no grau dos óculos e alteração visual, podem estar iniciando o desenvolvimento da doença. Hoje já não é necessário que a catarata amadureça, ressalta , e a cirurgia é feita por uma micro-incisão através da qual são injetadas lentes flexíveis que substituem o cristalino.
LUZ AZUL TAMBÉM AUMENTA RISCO DE CATARATA
Além do UV, ele diz que novos estudos apontam a necessidade de proteção da luz azul. Isso porque, com a idade aumenta o acúmulo de lipofuscina abaixo da mácula (parte central da retina responsável pela visão de detalhes) provocando a DMRI (Degeneração Macular Relacionada à idade). Para evitar esta doença, afirma que hoje já existe no mercado uma lente intra-ocular que além do filtro UV filtra a luz azul e por isso é amarela transparente.
Isso significa que as melhores lentes oftálmicas são as que escurecem conforme a claridade além de terem filtro UV, por serem as únicas com capacidade de bloquear a penetração da luz azul nos olhos, comenta. O estudo conduzido por Queiroz Neto mostra que 70% dos que usam lentes oftálmicas não têm óculos de grau com proteção.
Queiroz Neto ressalta que casos de catarata precoce foram encontrados em um estudo desenvolvido em Virgínia (EUA). Realizado com 834 remadores com idade média de 53 anos que trabalhavam na baía de Chesapeake, este estudo calculou a exposição ocular anual de cada remador a partir da idade de 16 anos. Nos remadores que tiveram uma média superior de exposição à radiação UV foi encontrado 30% de catarata, sendo 111 casos (13%) de catarata cortical e 229 (27%) de catarata nuclear.
OUTRAS DOENÇAS OCULARES CAUSADAS PELA FALTA DE PROTEÇÃO
A exposição excessiva à radiação UV, alerta o especialista, também aumenta o risco de desenvolvimento da degeneração macular relacionada à idade (DRMI), maior causa de cegueira irreversível no Ocidente. Pode ainda causar o piterígio, espessamento da conjuntiva, membrana que cobre a esclera (parte branca do globo ocular) e a superfície interna das pálpebras. Em estágio inicial o pterígio é tratado com pomadas antiinflamatórias em, mas exige intervenção cirúrgica quando evolui.
Os olhos precisam ser protegidos desde a infância, observa, porque aos efeitos da radiação UV são cumulativos e passamos a maior parte do tempo expostos ao sol na infância e adoslescência. Tanto que em país como a Austrália, ressalta, chapéus de abas largas foram adicionados aos uniformes escolares há alguns anos. A prevenção ainda é o melhor remédio para proteger a saúde, conclui
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Médicos alertam sobre cuidados na hora de comprar óculos escuros para as crianças
Todo mundo já conhece o manual básico de sobrevivência no verão: usar protetor solar, procurar a sombrinha de um guarda-sol e evitar os horários de pico solar. Mas geralmente fica de fora dessa listinha de cuidados o uso dos óculos de sol.
Sim, criança também tem que usar óculos escuros - principalmente no verão. Com a maior incidência de raios solares no hemisfério Sul durante o verão, o Sol pode causar também estragos aos olhos. Por isso os oftalmologistas recomendam o uso de óculos escuros com bloqueio de ao menos 90% dos raios ultravioleta (UV).
Beatriz Reis Antão, 8, já segue essas recomendações. Ela escolheu pessoalmente o seu par de óculos e garante que ele tem proteção. "A moça que vendeu falou que tinha." Para ela, o mais importante é a proteção para os olhos. "Só não uso na escola porque a minha mãe não deixa levar."
Mas nem todo mundo toma cuidado. Giovanna Farias, 7, ganhou no aniversário um par de óculos, que usa sempre que sai ao sol. "Sem eles, preciso olhar para o chão." Ela conta que gosta de usar os óculos porque "fica bonita", mas não sabe se têm proteção UV.
O garoto Luiz Guilherme Ricioli, 4, não vai nem para a escola sem o seu par. "Se ele esquece os óculos, temos de voltar para buscar", conta sua mãe, Claudia Ricioli. Comprados numa loja de roupas, os óculos são uma incógnita quanto à proteção. "Marquei uma consulta no oftalmologista e vou levar os óculos para saber se estão prejudicando os olhos", diz a mãe.
Óculos não são brinquedos
Os oftalmologistas (médicos que cuidam dos olhos) dão um aviso importante: na hora de comprar os óculos de sol, economizar não é bom negócio. "Os óculos vendidos em camelô não contêm proteção", diz Marcelo Luís Occhiutto, oftalmologista e cirurgião do Hospital Santa Catarina.
"A proteção encarece as lentes, que não poderiam ser vendidas pelos preços dos ambulantes", afirma. É mais perigoso usar óculos escuros sem proteção do que ficar sem óculos nenhum. "Com a escuridão dos óculos, as pupilas se dilatam. Sem a devida proteção, os raios UV vão incidir na retina dos olhos. "Isso pode gerar problemas nos olhos".
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Óculos escuros na infância evitam doenças
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
O uso de óculos escuros na infância pode ajudar na prevenção de problemas de retina na idade adulta
Durante o período das férias escolares, as crianças ficam muito tempo expostas ao sol, seja na praia, na piscina ou no clubinho. Passar filtro solar nas crianças, a cada passeio, já é um hábito bastante difundido entre os pais. Mas, tão importante quanto proteger a pele é estender esse cuidado aos olhos dos pequenos. E, neste caso, somente os óculos com filtro de proteção contra os raios ultravioleta (UV) são eficazes para proteger os olhos.
De acordo com o médico oftalmologista Cristiano Monteiro, o uso de óculos escuros na infância é uma excelente medida preventiva, porque há evidências de que os raios UVA e UVB causam danos oculares e podem favorecer o surgimento no futuro de catarata e de doenças da retina. ‘‘A infância é o momento de desenvolvimento da função visual, um prejuízo nessa época causa seqüelas para o resto da vida’’, afirma.
Na opinião do oftalmologista, usar um bom par de óculos escuros é tão importante quanto aplicar filtro solar de qualidade. Ele diz, ainda, que é importante comprar os óculos em um lugar credenciado, pois os óculos vendidos por camelôs não protegem e acabam proporcionando um efeito contrário. ‘‘A pupila da criança dilata, permitindo a entrada dos raios nos olhos’’, explicou. Ele diz, também, que se os pais não têm condições financeiras de comprar óculos em uma ótica credenciada, a recomendação é que não os usem, pois ao invés de ajudar irá prejudicar a visão do seu filho.
Ciente dos riscos que os raios UV podem causar aos olhos de Isabelle, de seis anos, e de João Victor, de dois anos, a empresária brasiliense Luana Genaro Lima, fez questão de comprar óculos escuros para os filhos. Luana e o marido sempre usaram óculos de sol. ‘‘Os pais devem passar bons hábitos para os filhos, eles vêem a gente usando, acham o máximo e querem usar também’’, disse.
Segundo a empresária, seus filhos usam diariamente a proteção, e pedem para voltar quando esquecem os óculos em casa. Luana diz, ainda, que faz visitas periódicas ao oftalmologista e acompanha de perto o desenvolvimento visual de Isabelle e João Victor. ‘‘Não dá para brincar. A gente sabe que o efeito dos raios solares é cumulativo”, observa Luana.
A mesma preocupação tem a contadora Rosemeire Moreira, com seu filho Alexandre, de cinco anos. Desde os dois anos, o menino usa óculos escuros quando vai à praia ou ao clube. Mas o que Rosemerie não sabia é que era preciso comprar os óculos em uma loja com credenciamento e que deveriam ter certificado de proteção solar. ‘‘Agora tenho consciência de que usando esse óculos, a visão do meu filho pode estar sendo prejudicada’’, atestou.
A contadora diz que o menino gosta de usar óculos escuros sempre que se expõe ao sol. ‘‘Quando a gente sai no sol, ele pede logo para colocar’’, contou. Alexandre ressalta que se sente mais bonito e que o utensílio não pesa no rosto. “Eu me acostumei a usar, assim meus olhos não ardem tanto’’, frisa.
Já o consultor de empresas Ênio Vieira fala que nunca se preocupou com o uso de óculos escuros para o filho, de dois anos, e nunca o levou no oftalmologista. ‘‘Uma vez, comprei uns óculos escuros de brinquedo, mas ele não gostou e logo rejeitou. Acho ele muito novinho para usar ’’, declarou.
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Proteja seus olhos: evite a exposição excessiva ao sol
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Até mesmo a prática de esportes na praia exige proteção dos olhos
Segundo dados apresentados, recentemente, pela Organização Mundial de Saúde, (OMS), cerca de 60 mil pessoas morrem por ano - a maioria devido ao câncer de pele - por excesso de exposição ao sol. “Todos precisamos da energia solar para viver bem, mas o excesso de exposição ao sol pode ser perigoso e até fatal. A maioria das doenças provocadas pela radiação solar UV – como melanonas, cânceres de pele e cataratas – pode ser prevenida com a adoção de medidas de proteção”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares, IMO.
A exposição ao sol, sem proteção, a quantidades excessivas de radiação UV, por um curto período de tempo, pode causar uma ceratite. “É como se fosse uma ‘queimadura’ da córnea, causando dor, vermelhidão, lacrimejamento, fotofobia e sensação de areia nos olhos”, diz Virgilio Centurion. A exposição prolongada ao sol “aumenta a chance do desenvolvimento de cataratas (opacificação do cristalino), pterígio, câncer de pele nas pálpebras e lesões na retina (degenerações), além de poder causar complicações para alguns tipos de cirurgias refrativas corneanas”, explica o oftalmologista.
Efeitos cumulativos do sol
Os efeitos da radiação UV sob a pele são cumulativos. “Quanto mais você se expõe aos raios UV, maiores serão os riscos, com o passar dos anos, de surgirem problemas de visão. É aconselhável, sempre, o uso de óculos escuros de boa qualidade e que ofereçam proteção adequada aos olhos, não apenas durante o verão, mas durante todo o ano”, afirma a oftalmologista Sandra Alice Falvo, que também integra o corpo clínico do IMO.
Segundo a médica, “bons óculos escuros devem bloquear entre 99-100% as radiações UV-A e UV-B; não devem distorcer imagens ou mudar as cores e devem ter lentes cinzas, verdes ou marrons, capazes de filtrar entre 75-90% da luz visível”, diz Sandra. Os óculos de grau também devem ter proteção UV. “Bonés, viseiras e chapéus oferecem proteção adicional, quando precisamos passar muitas horas sob a luz solar”, destaca a médica.
O pterígio
Causado pelo excesso de exposição ao sol, o pterígio é um processo degenerativo da conjuntiva que pode se estender até a córnea, causando distorção da visão. “Popularmente, é conhecido como ‘carne no olho’. Na maioria dos casos aparece no canto interno do olho (nasal) e, em raras ocasiões, no lado temporal”, explica Sandra Alice Falvo.
O pterígio acomete indivíduos que habitam principalmente países de clima tropical, localizados próximo à linha do Equador e que trabalham expostos ao sol. Assim, a incidência do problema é grande entre pescadores e surfistas.
“Geralmente, o paciente queixa-se de sensação de corpo estranho, ardor ocular e olhos vermelhos. Pode haver também sinais de conjuntivite crônica, espessamento da conjuntiva e sintomas de conjuntivite moderada. O diagnóstico é feito através do exame físico e complementado pelo exame biomicroscópico”, explica Sandra Alice Falvo. O tratamento do pterígio é cirúrgico e pode ser indicado tanto por razões estéticas quanto pela diminuição da acuidade visual.
Esportes praticados no sol
Os atletas de verão, aqueles que gostam de praticar esportes na praia durante as férias de janeiro, também devem adotar cuidados especiais com a proteção dos olhos. Alpinistas, esquiadores, pescadores e velejadores são expostos a altas doses de raios UV, que atingem os olhos. A luz ultravioleta pode causar sensação de corpo estranho nos olhos, dor e irritação ocular. O desconforto costuma aparecer de seis a dez horas após a exposição aos raios solares.
Proteger contra os raios UV e diminuir o desconforto do sol em esportes praticados ao ar livre são benefícios que os óculos de proteção para a prática de esportes oferecem. Segundo o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO, “a importância do uso de óculos de proteção que absorvam e reflitam os raios solares durante a prática de esportes é uma questão de prevenção a possíveis doenças oculares”, explica.
SERVIÇO:
IMO – Instituto de Moléstias Oculares
Endereço: Avenida Ibirapuera, 624.
São Paulo-SP
Telefone: (11) 5573 6424
Site: www.imo.com.br
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Mormaii mostra visão
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Tanto no Salão Internacional de Ótica Silmo Paris 2008 (30/10 a 2/11) quanto no Hong Kong Optical Fair (6 a 8/11), a participação da Mormaii teve bastante êxito entre centenas de expositores. Juntos, os dois eventos receberam quase 80 mil visitantes de todo o mundo.
Em Paris, a Mormaii apresentou novidades como o solar Jack RX e o Amazonia (uma fascinante linha com cores da fauna e flora da selva brasileira). Também mostrou a “Winter Line”, com 12 modelos de óculos em cores sensacionais, vislumbrando o mercado de esportes na neve.
Foi a quinta participação da Mormaii no Salão Silmo, considerado o principal em design e tendências. O stand recebeu visitas de personalidades de diferentes partes do mundo e toda equipe fez contatos e realizou um excelente atendimento aos clientes.
Logo a seguir, a Mormaii participou da Hong Kong Optical Fair. Pode-se dizer que a Mormaii foi a atração número 1 da feira, pois os organizadores escolheram o modelo Astúrias da Mormaii para usar nas imagens que promoveram a Hong Kong Optica Fair, nos convites e newsletters enviadas a milhares de pessoas do setor.
Entre as várias novidades, a Mormaii lançou a coleção Mormaii Asian Fit, formada por óculos solares e armações para lentes corretivas desenvolvidos especificamente para atender a demanda e as particularidades do perfil asiático.
"A Mormaii é uma das poucas empresas que inova com o conceito confort em seus produtos, trazendo para este evento uma linha que se adapta ao rosto dos povos asiáticos, com óculos especialmente pensados para este consumidor”, disse Luis Hoffer, diretor da Vila Luxembourg, que distribui os óculos Mormaii para Europa e Ásia.
Segundo Hoffer, a partir de janeiro, os modelos da Mormaii já estarão disponíveis nas melhores óticas do grupo American Eyes em Xangai, em mais 15 pontos de venda em Hong Kong, e aumentará sua presença em países como Cingapura, Filipinas e Malásia. Outros países que se juntaram à família Mormaii a partir da feira em Hong Kong foram a Nova Zelândia e Argélia.
Os próximos eventos internacionais no calendário 2008 incluem a apresentação da Mormaii nas feiras de Alamty (Cazaquistão), Moscou (Rússia) e Atenas (Grécia).
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Comissão aprova proteção contra radiação nos óculos de sol
terça-feira, 4 de novembro de 2008
A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou, na quarta-feira (29), a obrigatoriedade de que os óculos de sol tenham proteção contra radiação ultravioleta. A medida abrange os óculos de sol com ou sem lentes corretivas. O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), ao Projeto de Lei 5534/05, do Senado Federal.
O nível de proteção será definido em regulamento, observadas as normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (Abnt) e pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), ao qual caberá fiscalizar o seu cumprimento.
Exigências rejeitadas
O projeto derruba restrições que constavam da legislação anterior. Os óculos equipados com lentes sem função de correção visual - que não dependem de receita médica - não precisarão ser vendidos apenas nas óticas especializadas. Sua venda também não estará sujeita à prévia autorização do órgão de vigilância sanitária. Essas eram exigências contidas no Decreto 24.492/34 e no Decreto-Lei 8.829/46.
Também foi rejeitada a necessidade, contida no projeto inicial, da orientação de um responsável técnico no momento da comercialização do produto. A qualidade dos óculos de sol é definida no momento de sua fabricação, quando devem ser observadas as normas estabelecidas pela Abnt e pelo Inmetro, e é submetida à fiscalização desse último.
Para o deputado Laerte Bessa, "a exigência de responsável técnico elevaria
significativamente os custos de comercialização e reduziria drasticamente o número de pontos de comercialização, tornando os óculos de sol inacessíveis a um imenso número de consumidores de baixa renda".
Benefícios à saúde
Ao garantir a defesa do consumidor contra doenças como catarata, pterígio, degeneração macular senil e carcinoma de conjuntiva, que podem ser até agravadas pelo uso de óculos escuros sem proteção adequada, a medida terá impactos positivos na saúde pública.
Na falta de uso de óculos com adequada proteção contra raios UV, "um imenso número de consumidores de baixa renda, no futuro, estaria procurando os serviços públicos de saúde para resolver problemas decorrentes dessa radiação", alerta Laerte Bessa.
Tramitação
O projeto tem regime de prioridade e já foi aprovado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Ele ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Seguridade Social e de Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
- PL-5534/2005
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Proteger os olhos com óculos escuros de qualidade é essencial durante o ano todo
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Com a proximidade do verão, as pessoas têm uma preocupação maior com a exposição aos raios solares. Embora todos saibam da importância do filtro solar para a pele, muitos esquecem de proteger os olhos. “O principal perigo é a radiação ultravioleta (UV), raios invisíveis da energia solar que também são produzidos por fontes artificiais. Eles aumentam as chances de desenvolvimento de catarata, pterígo (membrana que cresce sobre a córnea e pode distorcer ou cobrir a visão), câncer de pele nas pálpebras e degenerações de retina”, alerta o oftalmologista da Clínica Canto, Dr. Marco Canto.
A principal proteção para os olhos são os óculos escuros. Eles possuem proteção contra 99 a 100% dos raios UV-A e UV-B, e ajudam a proteger os olhos do efeito cumulativo das radiações. Entretanto, nem todos os óculos escuros possuem essa proteção. Para saber se o produto tem qualidade, é necessário ficar atento ao selo que atesta a proteção UV. De acordo com o Dr. Marco Canto, os óculos escuros de má qualidade não têm proteção UV, provocam apenas o escurecimento e uma conseqüente dilatação das pupilas. “Esses óculos escuros deixam passar uma maior quantidade de raios UV e pioram a situação”, ressalta.
Não é somente quando a pessoa fica muito tempo exposta ao sol que deve usar óculos escuros. Uma exposição a quantidades excessivas de raios solares em um curto período de tempo pode causar ceratite, uma “queimadura” da córnea, que causa dor, vermelhidão e lacrimejamento. E como acontece com o filtro solar, os óculos escuros não devem ser usados somente no verão. “Quanto mais os olhos se expõe aos raios solares, maiores os danos. Assim, devemos usar óculos escuros o ano inteiro e não só no verão”, explica o oftalmologista.
Os óculos graduados também podem ter proteção UV, mesmo sem lentes escuras. Já quem usa lentes de contatos pode usar os mais diversos óculos escuros, sem a necessidade da lente ser graduada. “Para termos uma boa qualidade em óculos escuros, além do dos raios UV-A e UV-B, ele não pode distorcer as imagens ou alterar as cores, e as lentes devem ser cinzas, verdes ou marrons e filtrar mais de 75% da luz visível”, observa Dr. Marco Canto.
Óculos com lentes coloridas
As lentes dos óculos escuros podem ter diversos benefícios conforme a cor. De acordo com o Dr. Marco Canto esses benefícios são gerais e cada caso pode ter uma condição especial, por isso a importância de consultar um oftalmologista.
Óculos com lentes cinzas - o cinza claro é para uso interno, pois filtra sem distorcer as cores. O cinza médio é recomendado para pacientes com enxaqueca, e o cinza escuro é usado para óculos de sol, sendo excelente para uso externo.
Óculos com lentes marrons - o marrom claro é também para uso interno, pois é uma cor mais quente e mais clara do que o cinza. O marrom escuro é para lentes de sol e oferece uma visão precisa, especialmente em condições com um pouco de neblina.
Óculos com lentes amarelas - aprimora a precisão visual em dias nublados ou com neblinas, e oferece um ótimo contraste e visibilidade em condições de pouca luz. É a cor preferida pelos caçadores e dos clientes novos e modernos. Pode ser um pouco irritante quando for usado sob a luz direta do sol.
Óculos com lentes verdes – uma lente ideal para fins diversos. É a melhor lente para condições de luminosidade moderada. Muito utilizada em densidades mais leves como um item fashion.
Óculos com lentes azuis – outra lente usada como item fashion pelo cliente jovem. Indicada para dar um toque de tranqüilidade ao usuário. Essas lentes também são conhecidas como “Lentes Prozac”.
Óculos com lentes rosas - é uma cor mais quente, como a marrom, mas não deve ser usada em óculos de sol.
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Óculos de sol de camelô ameaça os olhos
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Com o sol em alta, especialistas dão dicas de como se prevenir das falsificações
Com o sol da primavera brilhando cada dia mais forte e a proximidade da chegada do verão, os óculos de sol costumam sair da bolsa e ganhar as ruas.
A equipe médica de oftalmologia do IMO, Instituto de Moléstias Oculares, em São Paulo, alerta para um problema grave: a má qualidade dos óculos de camelô. As lentes desses modelos geralmente não oferecem proteção adequada.
“A decisão de compra dos óculos de sol deve levar em consideração o nível de proteção contra a radiação ultravioleta (UVA e UVB) que as lentes oferecem”, enfatiza a oftalmologista Sandra Alice Falvo, que integra o corpo clínico do IMO.
Esta informação, segundo a médica, deve estar disponível, no momento da compra, seja no adesivo fixado aos óculos ou em livretos contendo informações técnicas sobre o produto. “O comprador deve exigir este conteúdo”, aconselha.
Também deve ser observada, no momento da compra, a adaptação dos óculos ao rosto. “Deve ser dada preferência às lentes que envolvam bem os olhos, ou que impeçam a penetração de luz por meio das aberturas existentes entre os óculos e o rosto”, recomenda a oftalmologista.
A cor das lentes também está relacionada à redução de problemas como enxaquecas, dores de cabeça e fotofobia. “Cores que provoquem pouca distorção da visão e das cores do ambiente, como é o caso de verde, cinza e marrom, são as melhores indicações”, diz Sandra.
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Visão com maior qualidade e saudável
domingo, 5 de outubro de 2008
A beleza física e a saúde do corpo já se tornaram uma preocupação constante, porém muitas pessoas se esquecem que não só a pele, o cabelo e o corpo precisam de cuidados. Os olhos, que muitas vezes são colocados em segundo plano, também necessitam de atenção especial para a prevenção de doenças graves. Pensando nisso, a multinacional francesa Essilor está lançando no Brasil uma nova lente, chamada Essilor Polarizada, que possui um filtro especial, permitindo separar a luz útil da luz prejudicial à visão, chamados de raios horizontais e conhecido popularmente como os reflexos.
De acordo com o oftalmologista e consultor do Instituto Varilux da Visão, dr. Marcus Sáfady, não são só os raios UV prejudicam a saúde ocular. Outro vilão dos olhos que causa considerável desconforto visual e dificuldade ao enxergar é o ofuscamento causado pela luz intensa do sol, dos faróis etc. Segundo o médico, o ofuscamento é resultado de uma luz branca e intensa, que quando refletida em uma superfície horizontal, como por exemplo, caput de carro, água, estrada etc, causa incômodo à visão e altera os detalhes, as cores e os formatos dos objetos ao redor. "Em dias de muito calor e ensolarados, 95% dos raios Ultra violeta (UV), por exemplo, passam pela córnea, agredindo a retina e o cristalino. Outro ponto é o desconforto causado pela intensidade da luz, seja ela a solar, dos faróis do carro e qualquer tipo de reflexo muito forte”, afirma Sáfady, acrescentando que uma lente que elimine esses efeitos é ideal para ajudar na precenção de algum problema.
Segundo o presidente da Essilor no Brasil, Laurent Schmitt, atualmente, há no mercado lentes para óculos de sol padrão que atenuam o ofuscamento, mas não são capazes de bloqueá-lo. “Baseado em muitos estudos do nosso departamento de pesquisa, conseguimos desenvolver uma lente que, efetivamente, elimina totalmente o ofuscamento. A intensa luz do dia não pode ser absorvida por lentes solares clássicas, já com o filtro desenvolvido pelos nossos técnicos, isso é, comprovadamente, possível,” explica.
Laurent acrescenta que as novas lentes podem ser usadas por pessoas com características distintas, desde as que gostam de praticar esportes ao ar livre, as que possuem fotossensiblidade, ou seja, possuem hipersensibilidade à luz. “As que possuem algum tipo de problema de visão, como hipermetropia, miopia e astigmatismo também serão beneficiadas”, afirma, lembrando que para quem dirige a lente oferece segurança reforçada, pois elimina o ofuscamento produzido pela luz refletida durante o dia e faz com que se tenha uma visão mais nítida, como por exemplo, sobre uma estrada molhada, sobre o pára-brisa e sobre os outros veículos. “Enfim, com a nova lente o usuário conseguirá ver cores mais vivas e com maior contraste, detalhes mais definidos, além da proteção contra os raios ultravioletas”, concluí.
Óculos escuros e polarizados
Hoje há no mercado uma diversidade de óculos escuros e lentes polarizadas, contudo o dr. Sáfady alerta para três conceitos importantes na hora da compra: óculos escuros comuns e óculos escuros e polarizados com proteção UV. No primeiro, as lentes escurecidas filtram uma parte da luz ambiente, diminuindo os sintomas de fotofobia quando eles existem. Mas ele lembra que uma lente escurecida não vai necessariamente filtrar os raios UV e diminuir o ofuscamento ocasionado pelo excesso de luz. “Depende do material com que a lente é feita”, afirma. Segundo ele, o mercado já oferece lentes oftálmicas que protegem o olho dos raios solares, pois estudos indicam que em países com maior incidência solar e, consequentemente mais UV, como os países localizados acima dos trópicos, a vista cansada pode aparecer após os 46-47 anos de idade. No Brasil, a presbiopia (vista cansada) tende a ocorrer mais precocemente, por volta dos 40 anos. “Os óculos para proporcionar proteção contra os raios UV precisam ter lentes fabricadas em material que filtre totalmente os raios UV, como por exemplo, as lentes em policarbonato e polarizada que filtram 100% deles”, afirma Sáfady.
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Como proteger os olhos durante o verão?
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
A estação das férias, com sol a pino, é também época de enchentes, de maior risco de câncer de pele e de desidratação. Além de fazer uso do protetor solar, beber mais água e se alimentar com pratos mais leves, outros cuidados com a saúde devem ser observados, principalmente com os olhos, para evitar o aparecimento das doenças típicas do calor.
Um dos males típicos do verão é a conjuntivite, que se caracteriza por uma inflamação da conjuntiva, membrana delgada e transparente que reveste a parede do globo ocular e das pálpebras. Em geral, a doença acomete os dois olhos, perdura de uma semana a 15 dias, mas não costuma deixar seqüelas. A doença, que incomoda e atrapalha o período de férias, tem como principais sintomas: olhos vermelhos e lacrimejantes; pálpebras inchadas; sensação de areia ou de ciscos nos olhos; secreção e coceira.
Para se expor ao sol com segurança, é preciso comprar um bom óculos de sol. A utilização de óculos de sol cujas lentes não ofereçam proteção adequada é considerada mais perigosa do que simplesmente não usar um óculos de sol. A decisão de compra dos óculos de sol deve levar em consideração, primordialmente, o nível de proteção contra a radiação ultravioleta (UVA e UVB) que as lentes oferecem.
Para a prática de esportes no sol, o ideal é incorporar o uso de óculos de proteção. A importância do uso de óculos de proteção que absorvam e reflitam os raios solares durante a prática de esportes é uma questão de prevenção a possíveis doenças oculares. Atletas como alpinistas, esquiadores, pescadores e velejadores estão expostos a altas doses de raios UV que atingem os olhos.
Outra doença causada pelo excesso de exposição ao sol é o pterígio, um processo degenerativo da conjuntiva que pode se estender até a córnea, causando distorção da visão. Popularmente, é conhecido como 'carne no olho'. Na maioria dos casos aparece no canto interno do olho (nasal) e, em raras ocasiões, no lado temporal. O pterígio acomete indivíduos que habitam principalmente países de clima tropical, localizados próximo à linha do Equador e que trabalham expostos ao sol.
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Proposta proíbe venda de óculos e de lentes sem qualidade
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
O Projeto de Lei 3763/08, do deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), estabelece que a venda de óculos de grau e de lentes de contato (com ou sem grau) somente poderá ser feita em estabelecimentos devidamente credenciados, sob responsabilidade técnica de profissional ótico legalmente habilitado.
Além disso, segundo o texto, para serem comercializados os óculos de sol deverão ter certificado de qualidade expedido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) ou por outro órgão certificador credenciado por ele.
O projeto estabelece penas de apreensão de mercadoria e de multa entre R$ 500 e R$ 5 mil para o infrator, com valores dobrados em caso de reincidência.
Danos irreversíveis
Vital do Rêgo Filho argumenta que a proliferação da venda de óculos de leitura sem prescrição médica, em estabelecimentos inabilitados e até mesmo por vendedores ambulantes, representa um risco concreto para a saúde pública.
"Óculos de sol sem proteção contra raios ultravioleta também são vendidos sem qualquer controle de qualidade, numa ameaça à integridade da visão", observa o parlamentar. "Da mesma forma, lentes de contato 'de fantasia', vendidas livremente, podem causar danos irreversíveis às córneas dos usuários", acrescenta.
A legislação sobre o funcionamento das óticas é de 1934 e atribui à vigilância sanitária a fiscalização do setor. "O meu objetivo é transformar a venda desses produtos em infração legal, não mera infração sanitária, e permitir que essa atividade seja coibida pelas forças policiais", resume o deputado.
Tramitação
A proposta será examinada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
- PL-3763/2008
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Fadiga ocular afeta mais de 60% das pessoas
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Um levantamento recente da multinacional francesa Essilor, fabricante das lentes multifocais Varilux, apontou que 60% das pessoas entre 20 e 45 anos de idade - tanto usuários de óculos quanto não-usuários - sofrem de fadiga ocular quase que diariamente.
O estresse foi apontado como uma das principais causas do distúrbio, que se manifesta, primeiramente, com dores constantes de cabeça, testa e ardência nos olhos. "O mal atinge tanto os usuários de óculos quanto os não-usuários que passam por períodos prolongados focalizando objetos a curta distância, como por exemplo, o computador", diz Marcus Sáfady, oftalmologista e consultor do Instituto Varilux da Visão. "Manter o olhar fixo na tela do computador não é tarefa fácil para os olhos, pois exige um esforço constante de foco na chamada ‘visão de perto’ e na ‘visão intermediária’", explica Marcus Sáfady.
Segundo diz, as imagens do computador são pequenas demais e muitas vezes exibidas por trás de uma superfície refletora, e isso agrava o problema. "Além disso, as bordas irregulares dos pixels da tela do computador dificultam a focalização, mais do que as bordas lisas das letras tipográficas dos livros", diz o oftalmologista. Ele acrescenta que o brilho, o reflexo e a iluminação ambiente acabam tornando-se, muitas vezes, agravantes da exaustão da visão. "O ambiente em que a atividade é desempenhada pode ter um impacto negativo sobre o conforto visual. A qualidade e a quantidade da iluminação ambiente, a ventilação, poeira e fumaça de cigarro são outros fatores agravantes", observa.
O médico diz que, quando olhamos para longe, o olho está em estado de repouso. "Quando focamos objetos que estão a mais ou menos meio metro de distância, fazemos um esforço grande para enxergar. Este esforço extremo é chamado de ‘esforço de acomodação’ e causa o cansaço do músculo pela repetição. Como qualquer músculo de nosso corpo, o músculo ciliar se cansa facilmente com esforços repetitivos, mas muitas vezes não nos damos conta de que ao checar e-mails, por exemplo, a visão é submetida a um exercício grande que, quase sempre, causa desconforto para os olhos."
Quando o problema surge, é sinal de que os olhos estão precisando de descanso. Os primeiros sintomas da fadiga se manifestam em menos de uma hora após o início da atividade repetitiva. "Quando o olho focaliza um objeto a curta distância, faz ajustes imperceptíveis e incontroláveis para obter o foco. É como se uma câmera digital estivesse fazendo o zoom. Esses ajustes são chamados de microflutuações da acomodação visual. E são realizados através das contrações de um músculo dentro do olho. Com seus músculos comprometidos, o olho fica incapaz de criar o foco exato, ocorrendo então os sintomas da fadiga ocular - dificuldade de foco, tontura e cansaço físico extremo", diz Sáfady.
Muita gente confunde os sintomas da fadiga ocular com a "vista cansada", ou seja, com a presbiopia. Esta, no entanto, aparece geralmente após principalmente após os 45 anos, e é um processo natural de degeneração do organismo humano. "Caracteriza-se pela perda da capacidade do músculo ciliar em alterar o formato do cristalino. Já a fadiga resulta do esforço acomodativo contínuo", discorre o médico.
Ele dá as seguintes dicas para evitar a fadiga: deixar o monitor 45 graus abaixo da linha horizontal do olhar, pois, na visão de perto, o olho enxerga de cima para baixo e de fora para dentro; sempre que possível descansar entre 5 e 10 minutos a cada hora; na frente do computador, as pessoas piscam menos, então é preciso lembrar-se de piscar de vez em quando ou usar colírio a cada uma hora; levantar e caminhar pela sala; evitar possíveis reflexos na tela, usando um protetor com anti-reflexo, por exemplo.
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