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Médicos alertam sobre cuidados na hora de comprar óculos escuros para as crianças

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Todo mundo já conhece o manual básico de sobrevivência no verão: usar protetor solar, procurar a sombrinha de um guarda-sol e evitar os horários de pico solar. Mas geralmente fica de fora dessa listinha de cuidados o uso dos óculos de sol.

Sim, criança também tem que usar óculos escuros - principalmente no verão. Com a maior incidência de raios solares no hemisfério Sul durante o verão, o Sol pode causar também estragos aos olhos. Por isso os oftalmologistas recomendam o uso de óculos escuros com bloqueio de ao menos 90% dos raios ultravioleta (UV).

Beatriz Reis Antão, 8, já segue essas recomendações. Ela escolheu pessoalmente o seu par de óculos e garante que ele tem proteção. "A moça que vendeu falou que tinha." Para ela, o mais importante é a proteção para os olhos. "Só não uso na escola porque a minha mãe não deixa levar."

Mas nem todo mundo toma cuidado. Giovanna Farias, 7, ganhou no aniversário um par de óculos, que usa sempre que sai ao sol. "Sem eles, preciso olhar para o chão." Ela conta que gosta de usar os óculos porque "fica bonita", mas não sabe se têm proteção UV.

O garoto Luiz Guilherme Ricioli, 4, não vai nem para a escola sem o seu par. "Se ele esquece os óculos, temos de voltar para buscar", conta sua mãe, Claudia Ricioli. Comprados numa loja de roupas, os óculos são uma incógnita quanto à proteção. "Marquei uma consulta no oftalmologista e vou levar os óculos para saber se estão prejudicando os olhos", diz a mãe.

Óculos não são brinquedos
Os oftalmologistas (médicos que cuidam dos olhos) dão um aviso importante: na hora de comprar os óculos de sol, economizar não é bom negócio. "Os óculos vendidos em camelô não contêm proteção", diz Marcelo Luís Occhiutto, oftalmologista e cirurgião do Hospital Santa Catarina.

"A proteção encarece as lentes, que não poderiam ser vendidas pelos preços dos ambulantes", afirma. É mais perigoso usar óculos escuros sem proteção do que ficar sem óculos nenhum. "Com a escuridão dos óculos, as pupilas se dilatam. Sem a devida proteção, os raios UV vão incidir na retina dos olhos. "Isso pode gerar problemas nos olhos".

CE alerta para nova rotulagem dos protectores solares

terça-feira, 15 de julho de 2008

A Comissão Europeia (CE) alertou, esta segunda-feira, para uma especial atenção à nova rotulagem obrigatória nos protectores solares e medidas de protecção contra o cancro da pele.

A nova rotulagem das embalagens dos protectores dá informação precisa sobre a protecção contra a radiação ultravioleta, assim, os consumidores terão de escolher os produtos com protecção contra os dois tipos de radiação, UVA e UVB.

As radiações ultravioletas UVB são responsáveis pelas queimaduras solares, um problema que agrava o risco de cancro de pele. Por seu lado, as radiações UVA provocam o envelhecimento da pele, afectam o sistema imunitário e contribuem igualmente para o aumento do cancro de pele.

A União Europeia determina que as embalagens dos protectores incluam um logótipo único para todos os que indicam protecção anti-UVA e não apenas para o factor anti-UVB.

A Comissão de Bruxelas alertou ainda que o factor 50 ou mais não aumenta a protecção das queimaduras solares nem radiação UVB, referindo que não há nenhum produto que bloqueie a acção do sol ou que dê uma protecção total, refere a agência Lusa.

Para além de todos estes conselhos, há que evitar a exposição solar entre as 11h00 e as 15h00, usar um chapéu, óculos de sol e ter em atenção as crianças e bebés.

Hora de fazer um crianças oftalmológico nas crianças

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Já na primeira infância é possível perceber a presença de vícios de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, que são comuns e devem ser corrigidos.

O início do ano letivo é uma ótima oportunidade para realizar um check-up oftalmológico nas crianças. Já na primeira infância é possível perceber a presença de vícios de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, que são comuns e devem ser corrigidos com uso de óculos ou lentes de contato.

O estrabismo também é freqüente nesta faixa etária, além das conjuntivites infecciosas e alérgicas.“Apesar de já saberem expressar o que sentem, crianças nesta faixa etária, muitas vezes, não sabem que enxergam mal. Algumas delas só percebem o problema quando são alfabetizadas: ou porque não vêem a lousa direito ou porque sentem dores de cabeça ao estudar. Antes disso, a criança pode achar que enxergar embaçado ou que não ver o que está mais longe é normal”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares, IMO.

Na sala de aula ou durante o horário do recreio, os professores também podem observar sinais de que os alunos apresentam algum problema de visão e devem passar por uma consulta oftalmológica.A criança pode usar óculos para melhorar a sua acuidade visual, aliviar os sintomas oculares e para corrigir certos tipos de estrabismo.

Os óculos com grau para as crianças só podem ser receitados pelo oftalmologista e recomenda-se que sejam conferidos após serem feitos.

“As armações devem ser, de preferência, de acrílico, por serem mais resistentes. Devem, também, estar bem adaptadas ao rosto da criança, não podem estar soltas ou apertar o nariz ou atrás das orelhas. As hastes que se prendem atrás das orelhas são melhores para as crianças”, informa a médica.

Se a criança e a família optarem pelo uso das lentes de contato, “ a adaptação deve ocorrer com a supervisão do oftalmologista”, completa.